San Andres – o mar de sete cores

24 out 2014

A viagem para a Colômbia que eu e meu namorado fizemos em março desse ano (2012) nos surpreendeu positivamente. Os atributos históricos e naturais do país foram o motivo de nossa visita, mas sem dúvida a receptividade do povo colombiano foi o que me marcou. A chegada em Bogotá assusta: o trânsito é caótico, as pessoas buzinam por qualquer coisa e o tempo todo! Em Cartagena não foi diferente, nas ruas estreitas da cidade murada por onde passa apenas um carro de cada vez, parar é pedir pra levar buzinadas! Daí a pressa do nosso taxista ao chegar no hotel e praticamente nos jogar pra fora do carro. Este é um dos motivos pelos quais não vale a pena alugar carro em Bogotá ou Cartagena. Outro motivo bastante razoável é que em Bogotá há rodizio de placas e a melhor de todas as razões para não locar carro é que o taxi é beeem barato em Bogotá. De Bogotá à Zipaquirá (Catedral de Sal, veja mais aqui) fomos de ônibus de linha, e foi bem divertido! Na volta ainda paramos em Chia para jantar no delicioso restaurante Andres Carne de Res. Em Cartagena fizemos praticamente tudo a pé, então o carro também acaba sendo dispensável. Em Cartagena e San Andres apenas pegamos táxi do aeroporto para o hotel e vice-versa. E em San Andres o aluguel dos carrinhos de golf é a melhor pedida (tem também motinhos mas achamos menos seguro, considerando o jeito que eles dirigem!).

Voamos pela Tam, de Porto Alegre a Bogotá com conexão em São Paulo. Os vôos internos (Bogotá/Cartagena, Cartagena/San Andres e San Andres/Bogotá) fizemos pela Copa e pela Lan. Existe vôo direto de Cartagena para San Andres pela Copa, mas como compramos em cima da hora ja estava cheio. O controle de imigração para San Andres é pesado: eles abrem todas as malas, sem exceção. E você também precisa pagar uma taxa para entrar na ilha (é paga no aeroporto de origem). Ficamos ao todo onze noites na Colômbia e foi na medida para fazer um passeio com calma. Gostaríamos ainda de conhecer Medellin, Santa Marta, Baranquilla e Providencia, mas teve de ficar pra uma próxima viagem!

A ilha

Sério? Só sete? O mar de San Andres tem diversos tons de azul e verde, é simplesmente maravilhoso! E o melhor lugar para apreciar a cor do mar é nos passeios de barco que saem da ilha para pequenas ilhotas, Jhonny Cay, Aquário, etc. O problema desses passeios é a quantidade de turistas, o que acaba cansando um pouco. Outro inconveniente é a espera pro tal barco sair: você esta lá, todo melecado de protetor solar e suor misturados, aquele solzão bombando, você desejando um banho naquele mar maravilhoso e precisa esperar, esperar… É muita gente! Mas vale a pena. E como!

O mar lindo

O mar lindo

San Andres é uma ilha perfeita para o mergulho, mas a terceira maior barreira de corais do mundo (a primeira fica na Austrália e a segunda, em Belize) fica em Providencia, um passeio que nao fizemos e que quero ter a oportunidade de fazer um dia. Se tivéssemos lido sobre a ilha antes de sair do Brasil, certamente teríamos ido. Mas nao iríamos apenas passar o dia: o legal é passar pelo menos uma noite lá. O transporte de San Andres para Providencia pode ser feito por mar, num Catamarã, ou pelo ar, o que eu aconselho. Não é barato, mas dura meia hora e você não precisa tomar remédio para enjôo. Lá em Providencia as dicas que encontrei são: a Ponte dos Namorados, que a liga à ilha de Santa Catalina, a volta à ilha, que leva cerca de 40 minutos, o restaurante do Roland, ponto de partida dos passeios de barco onde, de dia se serve almoço e de noite rola um luau; Cayo Cangrejo, que é o melhor observatório da barreira de corais, entre diversos outros tentadores programas.

Mas, como eu já disse, nós nao fomos a Providencia. Ficamos 5 noites em San Andres e, acredite ou nao, não é um exagero! Nós optamos por não nos hospedarmos nos hotéis da rede Decameron, que possui cinco hotéis na ilha, todos no formato all inclusive. Pensamos que ficar num hotel com tudo incluído acaba limitando a nossa experiência no local. Mas uma pena que nem todos pensem assim, porque restaurantes e lounges bem legais estavam bastante vazios. Talvez porque fomos em março/abril, não sei. Mas acho que muito também por alguns hospedes de all inclusive ficarem curtindo o hotel.

Passeios

Pra quem optar por não se hospedar num all inclusive, vai uma dica valiosa: o Decameron tem um ponto de praia, em Rocky Key, onde é possível, pelo equivalente a 35 reais por pessoa, passar o dia, usando cadeiras, toalhas, guarda-sol, banheiros e com direito a almoço ate as 14h e lanches (Burger e hot dog) ate as 17h, estacionamento e bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Ta certo que o almoço não é lá um luxo, mas convenhamos, é um excelente negocio pra quem não esta hospedado nos hotéis da rede.

Outro passeio imperdível é o aquanautas. Eu sou super covarde com mergulho, mas me senti super bem ao fazer o aquanautas. Você decide como prefere fazer: pode comprar só o mergulho ou o mergulho com o transporte e aí eles pegam você no hotel. Como nós alugamos um carrinho de golf para fazer a volta à ilha, contratamos apenas o passeio. É muito legal! Agora prepare o bolso: não tem como sair de lá sem adquirir o pacote de fotos e vídeos que eles fazem embaixo d`água, em especial porque é proibido usar sua própria máquina.

Placas no Aquanautas

Placas no Aquanautas

Não fomos na Cueva Morgan, no Museo Isleno, etc.

Os sapatos de mergulho são fundamentais, e você compra em qualquer lojinha por cerca de 10 reais. Cuidado com as costuras, para não machucar o pé, já que acumula areia.

Transporte

O carrinho de golf é o meio de transporte mais comum em San Andres. Pelo equivalente a setenta reais você aluga pelo dia todo (até às 18h) um carrinho para até quatro pessoas. Outra opção são as motinhos, mas não tem o conforto e a segurança do carrinho. Usamos o carrinho dois dias para dar a volta à ilha (que feita sem paradas leva cerca de 2h): num dos dias usamos o ponto de praia do Decameron. No outro dia, além do aquanautas e do hoyo soplador, paramos num cantinho deserto da praia de San Luis e aproveitamos a tranquilidade para curtir aquela beleza toda só para nós.

O carrinho de golfe que alugamos

O carrinho de golfe que alugamos

Onde de hospedar

Com relação a hotéis, acho que o mais legal é se hospedar próximo ao centro da ilha, seja na rede Decameron ou nos hotéis e pousadas que não fornecem pensão completa. Nós ficamos no hotel Noblehouse, bastante justo, bom atendimento e pertinho da praia e do centrinho da ilha. As vezes reservando com antecedência o valor do hotel com pensão completa é quase o mesmo dos que não oferecem, então desde que você não fique preso no hotel e saia para conhecer a cidade um pouquinho acho que acaba valendo a pena.

A praia perto do hotel

A praia perto do hotel

Onde comer

Fomos a restaurantes muito bons lá, dos quais indico sem medo o Majia, de um casal de italianos, e o La Regatta, que na chegada é um pouco esquisito (uma decoração com umas garrafas vazias) mas é o melhor restaurante da ilha, com as mesinhas sobre o píer e talvez o melhor peixe que eu já tenha comido. Em média um casal vai gastar o equivalente a 100 reais para jantar num desses restaurantes. No Majia na happy hour as bebidas eram dose dupla: paga uma e leva duas. A sanduicheria Ocean’s tinha misturas inusitadas (mas nem sempre atendiam o esperado). O Assho me pareceu bem interessantes, mas nós não fomos, então nao posso opinar. Próximo ao hotel tem uns barzinhos bem legais, mas só descobrimos no último dia e não sei se eram de fato movimentados.

Comércio

A ilha é zona livre de impostos, mas os preços não são lá os mais tentadores. O que vale mesmo é comprar cerveja gelada, na beira da praia por cerca de um real. Basta atravessar o calçadão e comprar num dos free shops. Mas cuidado com os horários: tudo fecha para o almoço… Na beira da praia não deixe de experimentar a manga verde com limao e sal e a goiabada com queijo e é claro, o cocoloco e a pina colada. Para souvenirs indico uma loja no centro comercial new point, de uma ex comissária de voo: Mara. Achei de muito bom gosto. Agora se você vai a Cartagena também compre la redes, mantas e artesanatos: são bem melhores e mais baratos que em San Andres. Uma dica importante em San Andres é o vento, nao levar vestidos, nao sei se foi a época que eu fui, mas ventava muito a noite e eu precisei usar um shortinho debaixo dos vestidos. As famosas esmeraldas colombianas também sao encontradas na ilha.

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Publicado por Cristiane Pouey

Cristiane Cantarelli Pouey tem 32 anos e é advogada pública federal. Começou suas viagens internacionais por Cuba, seguida de República Tcheca, Croácia e Hungria, para só depois conhecer clássicos como Estados Unidos e Itália. Gosta de destinos alternativos e de viajar por conta própria. Já conhece 17 países e está se esforçando para aumentar este número.

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